O Estado brasileiro não é para amadores, caro leitor! Aqui vale o velho ditado “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. O governo do Brasil, como você sabe, é aquele que aparece para regular como as relações de consumo devem ser, desde que ele mesmo não tenha que cumprir nenhuma, claro!A bola da vez são as novas regras e prazos para o Serviço de Atendimento ao Consumidor, o famoso SAC. A partir de 2 de novembro, será obrigatório que empresas de setores regulados pelo governo federal e por instituições que prestam serviços financeiros digitais supervisionados pelo Banco Central ofereçam atendimento humano, em canais eletrônicos, todos os dias, das 8h às 20h.Por telefone, o atendimento humano também deve cumprir o mesmo horário, sete dias por semana. E, para demandas urgentes, o atendimento humano será obrigatório a qualquer tempo.Os prazos também encolheram: o tempo de espera no telefone deve ser de até 20 segundos para, pelo menos, 80% das demandas e, para os demais canais, até cinco minutos.Será realmente uma beleza se isso funcionar, afinal de contas, quem nunca se estressou com a demora nos atendimentos ou em ter de interagir com respostas automatizadas que parecem ter sido criadas para cansar (e enlouquecer) até o consumidor mais paciente.Mas se você pensa que essas mesmas regras servirão para o atendimento em órgãos públicos como SUS, Detran e Receita Federal, pode ir tirando o cavalinho da chuva. A relação do pacato cidadão com a administração pública não se submete às normas de consumo, mas por legislações específicas. Portanto, o padrão-brasil de atendimento seguirá tal qual sempre foi, não importa o quê. ✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp









