Flávio Bolsonaro evita responder como vai votar na PEC da 6x1 e defende adiar debate

Candidato do PL critica votação da proposta antes do segundo turno e diz que presidente pensa em eleição. Crédito: Guilherme Caetano

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Em Brasília, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que ainda não recebeu requerimentos para acelerar a votação da proposta de fim da escala 6x1. A PEC, defendida por Lula, enfrenta resistência da oposição, que busca adiar a discussão para não favorecer o petista antes das eleições de 25 de outubro. Alcolumbre declarou que, após as eleições legislativas de 4 de outubro, está disposto a deliberar sobre o tema, desde que receba os requerimentos necessários.

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que ainda não recebeu nenhum requerimento para acelerar o andamento da proposta de fim da escala 6x1 e que poderá colocar o pedido para votação somente se alguém o fizer. As declarações ocorreram durante a tarde desta quarta-feira, 7, no Congresso Nacional, em entrevista a jornalistas.

“Hoje, eu não tenho nenhum requerimento de calendário especial, nenhum requerimento de quebra de interstício”, afirmou. “Não tenho na Mesa. Eu não posso deliberar. Se aparecer um requerimento na Mesa para quebrar o interstício após a votação em primeiro turno ou para um calendário especial para a gente deliberar sem a discussão das outras quatro sessões, eu como presidente do Senado vou submeter ao voto.”

Alcolumbre diz que, se houver pedido para acelerar PEC do fim da 6x1, vai colocá-lo em votação Foto: Carlos Moura

PUBLICIDADE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputarão o segundo turno da eleição à Presidência da República, entraram em embate sobre o tema nesta semana. A PEC, bandeira eleitoral do petista, enfrenta resistência da oposição, que tenta barrar a discussão para esvaziar o ativo do candidato à reeleição.

Procurada pelo Estadão/Broadcast, a assessoria da liderança do governo no Senado informou que ainda estão sendo recolhidas as assinaturas para apresentar o requerimento a Alcolumbre. Na prática, a eventual aprovação desse requerimento pode ajudar o presidente Lula a se beneficiar politicamente do fim da escala 6x1 antes da eleição de 25 de outubro contra Flávio Bolsonaro.
Leia mais
- ‘Oportunismo’, ‘1º teste’: Flávio e Lula iniciam disputa do 2º turno em embate sobre fim da 6x1
- Lula diz que espera que PEC do fim da 6x1 seja votada ‘hoje ou amanhã’ no Senado e ataca Flávio
A votação antes da eleição preocupa a oposição, que admite que a aprovação da proposta neste momento ajuda Lula. Os apoiadores de Flávio, portanto, pressionam Alcolumbre para adiar a análise do projeto de fim da escala 6x1, que permite a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Flávio tem defendido outra proposta, de jornada flexível, que permite a redução salarial.
Aos jornalistas, Alcolumbre afirmou que segurou a votação até a eleição legislativa de 4 de outubro para não prejudicar os senadores que concorriam à reeleição. Agora, segundo o presidente do Senado, “todos estão livres” para votar de acordo com a própria consciência. Ele afirmou ainda que “não pode ter uma versão” de que a PEC não pode ser apreciada antes da eleição de 25 de outubro.
Publicidade
“As eleições do dia 4, que era meu compromisso não votar, já se passaram”, disse Alcolumbre. “O que eu tiver em mãos, vou deliberar.”
Vale ler também
Camila Farani
Qual será o futuro da CLT pós-eleição?
Coluna da Broadcast
Portobello renegocia dívidas com bancos e considera chamar sócios para capitalização
Coluna da Broadcast
Vela LatAm, da canadense Constellation, vai às compras e entra na Argentina

