Uma bolha de criptomoedas é um fenómeno em que o mercado considera cada vez mais que o preço de mercado dos ativos de criptomoedas está inflacionado em relação ao seu valor hipotético. A história das criptomoedas foi marcada por diversas bolhas especulativas num ciclo de expansão e colapso. Alguns economistas e investidores proeminentes expressaram a opinião de que todo o mercado de criptomoedas constitui uma bolha especulativa. Entre os defensores desta visão estão Warren Buffett, membro do conselho da Berkshire Hathaway, e diversos laureados com o Prémio Nobel de Ciências Económicas, banqueiros centrais e investidores.
História
2011: ciclos de expansão e recessão Em fevereiro de 2011, o preço do Bitcoin subiu para US$1,06, caindo para US$0,67 em abril daquele ano. Este pico foi impulsionado por diversas postagens no Slashdot sobre o assunto. Em junho de 2011, o preço do Bitcoin subiu novamente, para US$29,58. Isto ocorreu após a atenção gerada por um artigo do Gawker sobre o mercado da dark web Silk Road. O preço então caiu para US$2,14 em novembro daquele ano.
Auge em 2025 e craque em 2026 Após a queda parcial em 2022, o valor da Bitcoin voltou a subir, atingindo um novo máximo histórico em outubro de 2025, quando foi avaliado em US$125 835,92. No entanto, ficou aquém da expectativa de 200.000 dólares dos analistas do Standard Chartered, levando um analista a alertar para um possível "inverno do bitcoin". Em fevereiro de 2026, o preço da Bitcoin estava mais baixo do que em 2024. O New York Times chamou a queda de "uma das piores crises na indústria de criptomoedas desde 2022". O ganhador do Prémio Nobel de Economia, Paul Krugman, disse: "Parece que estamos a ver uma verdadeira crise de fé neste momento."
Caracterização como uma bolha
A bitcoin foi caracterizada como uma bolha especulativa por oito vencedores do Prémio Nobel de Ciências Económicas: Paul Krugman, Robert J. Shiller, Joseph Stiglitz, Richard Thaler, James Heckman, Thomas Sargent, Angus Deaton, e Oliver Hart ; e por responsáveis de bancos centrais, incluindo Alan Greenspan, Agustín Carstens, Vítor Constâncio, e Nout Wellink. Os investidores Warren Buffett e George Soros caracterizaram-na, respetivamente, como uma "miragem" e uma "bolha" enquanto os executivos Jack Ma e o CEO do JP Morgan Chase, Jamie Dimon, chamaram-na de "bolha" e "fraude", respetivamente. No entanto, Dimon disse mais tarde que se arrepende de ter chamado a bitcoin de fraude. Outros céticos notáveis são Bill Gates, cofundador da Microsoft e filantropo; Bruce Schneier, criptógrafo, especialista em segurança de computadores e professor de políticas públicas na Universidade de Harvard; e Molly White, autora do site Web3 Is Going Just Great . A análise económica destes ciclos de mercado sugere que a dinâmica dos preços das criptomoedas é característica de bolhas especulativas, impulsionadas mais pelo sentimento do mercado do que por fundamentos económicos tradicionais. A crescente integração das criptomoedas com o sistema financeiro significa que estes choques não ocorrem isoladamente. Estudos encontram efeitos de contágio significativos, nos quais a volatilidade nos mercados de criptomoedas se transmite para classes de ativos tradicionais, como ações e commodities. Modelos estruturais mais recentes confirmam que esta transmissão ocorre afetando o apetite geral ao risco dos investidores e que se estende à macroeconomia em geral, com um impacto notável na inflação de longo prazo. Isto demonstra um canal concreto através do qual bolhas e colapsos de criptomoedas podem ter consequências económicas mais amplas. Lee Reiners, ex-economista do Federal Reserve, sugeriu que "quando esta bolha das criptomoedas estourar — e ela vai estourar — acabará impactando pessoas em toda a economia, mesmo que não tenham investimento direto em criptomoedas".
Ver também Blockchain § História — uma visão geral mais ampla da história da tecnologia blockchain. Criptomoeda § História Criptomoedas e crime Esquema Ponzi
Referências